mai 10 2012
Chás verde, branco e vermelho para ter menos peso e mais saúde

Não é de hoje que a ciência comprova os benefícios das ervas para a saúde. A mais popular delas no momento, a Camellia sinensis, matéria-prima do chá verde, vem ganhando uma legião de apreciadores no mundo todo, principalmente pelas mulheres que buscam reduzir medidas. Mas será que realmente a erva traz resultados e benefícios?
A resposta é: sim! E o mais incrível é que, além da planta ser uma aliada no emagrecimento, ela faz muito bem para a saúde. Uma curiosidade, da mesma erva é possível extrair outros três diferentes chás: o branco, o amarelo e o vermelho (veja no box abaixo a diferença entre eles). “Seus efeitos são muito parecidos porque todos vêm da mesma planta. E, embora eles tenham concentrações diferentes de algumas substâncias, não há estudos que comprovem que um seja melhor do que o outro”, diz a especialista em nutrição clínica funcional e mestre em medicina interna da Universidade Federal do Paraná, Lucyanna Kalluf, que também é autora do livro Fitoterapia funcional: o princípio ativo à prescrição de fitoterápicos, da VP Editora.
Veja algumas descobertas que farão você aderir a esta bebida preciosa e uma dieta exclusiva com chá verde que, além de mandar embora 5 quilos em 20 dias, ainda vai enchê-la de vitalidade!
Afina de verdade!
Por ser rica em polifenóis e cafeína – substâncias altamente antioxidantes e termogênicas que aceleram o ritmo do metabolismo, a planta realmente ajuda a afinar. Só para você ter ideia, uma pesquisa feita em Genebra analisou a perda de peso em três grupos de pessoas. Um tomou o chá só com os polifenóis, outro ingeriu a bebida apenas com as cafeínas e o último, com os dois juntos. O resultado do terceiro grupo foi melhor porque uma substância potencializa a outra. A perda de peso acontece por causa do efeito diurético e por ajudar o organismo a queimar mais calorias.
Outro estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition também demonstrou que, se o chá for tomado antes da atividade física, a gordura do tecido adiposo passa para a corrente sanguínea, sendo usada como combustível pelo músculo. Quer dizer, isso aumentaria o gasto de energia e, consequentemente, a queima calórica durante a malhação. “Se você só tomar o chá, deixará de engordar 5% do que poderia. Mas é claro que, junto com uma dieta equilibrada e a prática de exercícios, a redução de peso pode ser ainda maior”, revela a nutricionista Andrea Dario Farias, pesquisadora da Sanavita, de São Paulo. Segundo Lucyanna Kalluf, se a bebida for consumida com frequência, dá para afinar 3 quilos em um mês, sem fazer dieta!
Ela acaba mesmo com a barriga
Beber o chá da Camellia sinensis todos os dias também ajuda a eliminar a gordura visceral, que é perigosa por estar pertos de órgãos importantes como rins e pâncreas. Isso foi o que mostrou uma pesquisa suíça realizada com três grupos de pessoas. Todos seguiram a mesma dieta, porém o grupo que recebeu o chá da planta teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias pelo organismo. E percebeu-se uma redução na gordura abdominal. “A erva tem substâncias que faz o que chamamos de lipólise, que é a quebra do tecido adiposo. Depois, a gordura é eliminada pelo organismo através da urina”, explica a nutricionista, fitoterapeuta e assessora técnica da Faculdade de Medicina de Rio Preto, de São Paulo, Vanderlí Marchiori.
Paleta de chá!
Conheça um pouco mais sobre as versões da Camellia sinensis:

> Branco: Na verdade ele é colhido ainda na forma de brotos. Os homeopatas acreditam que ele é o mais rico em energia vital e que conserva mais propriedades antioxidantes, pois suas folhas são retiradas muito jovens, antes de entrarem no processo de oxidação. “O sabor é mais acentuado. Porém o gosto é mais suave do que o verde”, diz Carla Saueressig, da Loja do Chá Teagschwendner, de São Paulo. A maior concentração do chá branco está na província de Fujian, na China, por isso, ele é mais difícil de ser encontrado e o custo é mais elevado.
> Vermelho: Também conhecido por Pu-erh, por ser cultivado na cidade chinesa de mesmo nome, é o tipo que fi ca mais tempo em processo de fermentação. Os estudiosos classificam o chá vermelho como o vinho, ou seja, quanto mais velho, melhor o sabor e o aroma. geralmente, a planta é vendida na forma de discos prensados. “Alguns estudos relatam que ele pode intensificar as propriedades antioxidantes, por causa da concentração maior de polifenóis em relação ao verde”, diz Andrea. Ele tem um toque defumado, sendo menos forte se comparado ao verde.
> Amarelo: Também conhecido como Oolong, é obtido por meio de um processo de secagem e aquecimento das folhas para inativação das enzimas responsáveis pela oxidação. Como o processo de fermentação é interrompido no início, ele apresenta menores quantidades de catequinas, e redução nos teores de cafeína, no entanto, a quantidade de polifenóis é quatro vezes maior se comparada ao verde ou branco, por exemplo. Ele tem um sabor bastante agradável, bem parecido com pêssegos maduros. Por isso tem um toque mais adocicado.
> Verde: É o mais popular e fácil de encontrar porque é produzido em vários países, inclusive já existe plantação da erva aqui no Brasil! Logo após serem colhidas, as folhas são submetidas a um processo de aquecimento através de calor, para brecar a oxidação. “Ele tem validade de um ou dois anos. A aparência das folhas é verdinha mesmo, se elas estiverem marrom é porque já envelheceram e não estão boas para consumo”, diz Carla. Para quem não gosta do sabor, há versões com flores e frutas, como o chá verde gyokuro, que tem clorofila na sua composição.
Peste atenção!
> Você pode tomar de 3 até no máximo 6 xícaras por dia. “O chá em pó pode ser tomado batido com frutas, em shakes, flans ou qualquer outra receita gelada que não é aquecida”, explica Andrea.
> Por causa da cafeína, ele não é recomendado para quem tem distúrbios de sono, arritmia cardíaca e gastrite, já que pode irritar a mucosa gástrica.
> Nunca o substitua pela água que você bebe diariamente, porque o excesso de cafeína pode dificultar a formação do cálcio.
> Você pode adoçá-lo. Mas não despeje muito açúcar mascavo e nem adoçante, para não alterar o sabor. “O Oolong fica uma delícia com um pouquinho de mel”, fala Carla.
> O horário de consumo pouco importa. Só tome muito cuidado na hora de preparar. Coloque as folhas na água recém-fervida, despeje-as e deixe em infusão por 2 a 3 minutos. “Ferver as folhas junto com a água perde parte das catequinas”, adverte Vanderlí.
Fonte: Revista Shape











